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Cristiano Wardil
É no cemitério da vida que a alma floresce
Textos
A surdez por conveniência
Eu tenho sido demasiadamente obrigado a ficar calado
Porque a surdez desse mundo não ecoa do meu lado
E quando ouso por em texto
O que por dentro há em peso
Sou completamente mal interpretado

É  sina de ser quem
Pensa fora do quadrado
Um marginal analfabeto
Um poeta não amado

É nessas horas que eu penso
Que se me ponho na balança
Entre ser eu
Ou ser demente
Ninguém paga o real preço
De por mim ter um apreço
CRISTIANO WARDIL
Enviado por CRISTIANO WARDIL em 12/08/2025
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