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Cristiano Wardil
É no cemitério da vida que a alma floresce
Textos
O palhaço e o milho
Quem foi quem fez
A matemática da vida
De quem trabalha
Dia após dia

Falam do salário mínimo
Como se o máximo
Fosse apenas
Comer milho

Se a minha vida é uma peça
Tragam-me a pipoca
Eu sou o palhaço
E o meu salário
Só um bagaço

São vários atores
A mesma peça
A gente só repete
Aquilo que o diretor pede

Estamos todos cansados
De sermos meros papeis
Rasgados no fim do dia
Trocados por meros aplausos

Uns batem palma
Outros assobiam
Mal sabem que no fim do dia
Tudo que quero
É agulha
E uma seringa







CRISTIANO WARDIL
Enviado por CRISTIANO WARDIL em 20/08/2025
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